quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Ainda sobre o tempo

'Compositor de destinos
Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo...'

Continuo refletindo sobre o tempo. Esse que nos transforma por dentro e nos detona por fora. 'Se tivermos sorte', você me diria.

Os degraus que descemos, na passagem da idade, realmente nos desequilibram.
É tão duro imaginar que daqui a alguns anos teremos perdido algumas habilidades deste corpo físico.

'Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo...

De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo...'

Eu quero tanto envelhecer amando e sendo amada.
Mas fico me perguntando como será manter um relacionamento na fase mais que madura da vida.
Acho que para envelhecer junto a quem se ama, é preciso ter um projeto de vida.
E nunca abrir mão do que fazemos bem juntos.

'O que usaremos prá isso
Fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e comigo
Tempo tempo tempo tempo...'

Enquanto houver tesão, é preciso vasculhar a fantasia, brincar com o corpo do outro e redescobrir o próprio corpo. É preciso se permitir.

'E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo...

Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo tempo tempo tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo...'

E quando a morte chegar, os anos terão se passado.
Terá sido possível convivver de maneira tranquila?
Com a intensidade das emoções que regem os amantes
que conseguem sair da transitoriedade da paixão e mergulham
na estabilidade do amor?

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